Declaração do 1º de Maio
O Primeiro de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, é uma data comemorativa que assinala a luta histórica dos trabalhadores por melhores condições de trabalho, por salários justos e tratamento sem discriminação. E um dia para celebrar as conquistas do movimento trabalhista, e reflectir sobre os desafios que ainda persistem no mundo do trabalho.
Neste dia, os trabalhadores, através dos sindicatos, elevam as suas vozes contra as desigualdades, as injustiças, a instabilidade de emprego e a violação de direitos. Como afirmou o Papa Francisco: “Não existe uma boa sociedade sem bons sindicatos, por serem a voz de quem não tem voz”.
Este ano, o 1º de Maio assinala-se num contexto particularmente desafiador para os trabalhadores bancários, marcado por um novo paradigma da banca digital que, sob a bandeira da inovação e eficiência, tem promovido práticas que ameaçam a empregabilidade e os direitos dos trabalhadores.
Por outro lado, a aquisição e, consequente fusão de Bancos tem trazido situações menos abonatórias, pondo em causa a manutenção de postos de trabalho, sob pretexto da não assimilação de novas tecnologias. Cintando o Instituto Nacional de Estatística (INE), “estes processos resultaram no despedimento de mais de cinco (5000) mil trabalhadores”.
O Sindicato denuncia com preocupação as seguintes práticas:
- Assédio Moral e Sexual sistemático, proporcionando um ambiente de trabalho hostil;
- Imposição de metas abusivas que atentam contra a saúde física e mental dos trabalhadores; – Discriminação velada com favoritismo de uns em prol dos restantes;
- Ausência de meritocracia e desrespeito pelas normas que regem a gestão de recursos humanos, em particular a política de gestão de carreiras;
- Não cumprimento e má-fé pela falta de resposta à proposta de revisão do Acordo Colectivo de Trabalho, há mais de três anos;
Neste 1.º de Maio, o Sindicato reafirma o compromisso inabalável com a defesa dos direitos, da dignidade e da valorização dos trabalhadores bancários. Perante este cenário, o Sindicato é, uma vez mais “a voz dos trabalhadores” e exige com urgência:
- Retoma da negociação visando a revisão imediata do Acordo Colectivo de Trabalho à luz da Lei da Negociação Colectiva;
- Cumprimento da Convenção 190 da OIT – Combate à Discriminação e Assédio no local de trabalho;
- Revisão salarial pontual com base na inflação de forma a repor o poder de compra dos trabalhadores.
Nesta data de profunda reflexão e celebração da luta histórica da classe trabalhadora, o Sindicato Nacional dos Empregados Bancários de Angola (SNEBA), presta homenagem a todos os trabalhadores que, com esforço, dedicação e compromisso, contribuem diariamente para o engrandecimento da Banca nacional.
Viva o 1.º de Maio! Viva a Classe trabalhadora bancária!
Viva o SNEBA – A FORÇA DA UNIÃO!
SNEBA – O VALOR DA UNIÃO
Luanda, aos 30 de Abril de 2025